JPD Aposta na proximidade entre órgãos locais e nacionais

Terça, 06 de Junho de 2017 - 11:30
Parlamento

No último fim-de-semana, a Juventude para a Democracia (JPD), reuniu-se em convenção onde renovou os titulares dos órgãos nacionais tendo Euclides Silva sido eleito o novo líder da JPD. Além da eleição dos novos órgãos directivos, a JPD aprovou a proposta da alteração de alguns artigos do estatuto da organização. Vander Gomes, líder da JPD em São Vicente, faz um balanço da reunião e das perspectivas da JPD nesta nova fase.

Gomes explica que houve alteração de artigos que limitavam a actuação da JPD. Como explica, a alteração dos artigos residia na questão da idade, com uma redução de 35 para 30. Neste ponto, Gomes afirma que a liderança da JPD poderia ficar nas mãos de pessoas com experiência. Neste sentido, “o estatuto foi adequado à realidade”. Outro aspecto relacionado com a questão da idade é que o limite para que se possa concorrer aos cargos da JPD reside nos 32 anos, isto para dar uma margem de três anos para a conclusão do mandato.

Outra medida considerada importante por parte de Gomes é a criação do Coordenador Regional. “Fiquei como 1º Vice-Presidente e fizemos uma inovação com a coordenação para as regiões. Tínhamo-nos vindo a deparar com um fosso entre as estruturas concelhias e as nacionais. Uma falta de responsabilização e trouxemos um figurino novo que cria a coordenação para o Barlavento”.

Este cargo que vai ser assumido por Vander Gomes visa, como explica, aproximar o poder central das estruturas locais. “Não queríamos um Vice-Presidente oco, mas um Vice-Presidente com poderes de negociação e decisão perante as estruturas concelhias e é um importante ganho para colocar as concelhias a funcionar”.

Com a nova posição, Vander vai deixar o cargo de Coordenador Regional e nomeia David Pires que vai assumir o cargo de Coordenador Interino, até novas eleições internas.

No modelo existente, argumenta que os sectores acabavam por ficar à própria sorte e, neste novo modelo, vai-se proceder com uma politica de proximidade, podendo fazer acompanhamento das directrizes nacionais. “As estruturas têm de funcionar, têm de prestar contas. E eu tenho de garantir que funcionam porque tenho de levar resultados para os órgãos nacionais. Assim, a direcção pode fazer a gestão política em vez de prestar atenção às actividades criando, deste modo, espaço para a descentralização do poder”.

Outro aspecto sublinhado pelos novos responsáveis da JPD é a questão da divulgação da marca JPD. Para Vander Gomes, o objectivo é aproximar-se aos jovens nas escolas, universidades bairros e o maior desafio é a comunicação: não só projectar a imagem mas levar a marca JPD para junto dos jovens.

“A perfectiva é transformar a JPD numa instituição coesa e acho que há condições para ser a maior associação de juventude partidária em Cabo Verde e estamos a caminhar para isso. E, com descentralização do poder, podemos atingir o máximo de jovens possíveis”.

Perspectiva uma juventude próxima dos jovens para conseguir implementar as decisões tomadas a nível nacional e, assim, ter certeza que vão ser aplicadas nas estruturas concelhias.

“Queremos uma JPD que pense de forma global, mas que actue localmente”, sublinha Vander Gomes.

“Temos de passar confiança e temos de trazer mais jovens porque a JPD deve ser uma escola de formação política. A satisfação é que a base do partido pode ser constituída por mais de 50 por cento de jovens”.